quinta-feira, 22 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Completei!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Há um ano disse a mim mesmo que faria isso. No início não acreditava muito. Resolvi contar para todo mundo, para tornar público meu compromisso. Tomei gosto pela coisa. Consegui uma lesão por excesso de treinamento. Retomei mais criterioso e firme de objetivo e propósito. E consegui.
Acordei às 04:15 da manhã e tomei o café da manhã de sempre: duas fatias de torrada, café e coalhada. Às 05:15 estava pegando o ônibus para o Recreio. O motorista não sabia o caminho e do Alvorada em diante tive que ir ensinando o caminho. Sentei ao lado de um cara de Brasília e atrás de dois baianos. Éramos poucos os cariocas dentro desse ônibus.
Chegando no Recreio fazia um friozinho, não chegava a incomodar mas estava frio. Fiquei sentado num meio-fio observando a variedade de pessoas que se preparava para a largada, cada um com o seu ritual. Depois de um tempo o Flávio me achou. Ficamos um tempo juntos e nos separamos para a largada. Ainda encontrei o Haroldo que largou alguns metros a minha frente. Nesse momento já não estava nervoso, ansioso ou tenso. Estava absolutamente tranquilo, como sempre fiquei em qualquer tipo de prova. A preparação acabou, de uma forma ou de outra estava pronto, só restava fazer a prova. E passou rápido! Largamos! De cara um "aquecimento" de 3 km dando a volta até a Macumba e passando de novo pela largada. Recreio, Reserva e Barra, primeira metade da prova. Fiquei tão preocupado com a hidratação antes da prova que tive que fazer "pipi" stop nos km 5, 10 e 15! Depois disso acho que houve um equilíbrio entre o que perdi no suor e o que bebi e não precisei de mais nenhuma parada. Na Barra uma grande alegria, encontrar o Paulo José junto com o seu pai, acho que lá pelo km 16, 17. Parecia que estava começando a correr aquela hora! Nesse trecho havia algumas poças d'água no asfalto e corri por vários trechos na ciclovia. Foi o único momento em que choveu uma garoa fina, mas que não incomodou quase nada. Nesse aspecto o clima foi muito amigo, nublado e sem sol durante toda a prova, só um vento leste contra atrapalhou um pouco.
A subida do elevado do Joá foi bem mais tranquila do que pensava. O km 22 ficava no início da subida e precisei encurtar a passada menos do que imaginava. Nessa hora meus olhos se encheram de lágrimas, foi o momento em que tive a sensação real que terminaria a prova. O visual depois do túnel associado a suave descida tornam esse trecho uma delícia!
Em São conrado já estava incomodado com os quadris. É curioso como nos longas em mim o que "chia" mais é o quadril e não o joelho. Um pouco antes da subida da Niemeier, uma grande surpresa: Wanda, Zé e Luli fazendo a maior algazarra com a minha passagem! Foi um ânimo extra para encarar aquela subida! Passei muitos que passaram a andar. Reduzi o ritmo, mas continuei correndo provavelmente a uns 7,5 km/h. A chegada no Leblon era muito esperada e temida. Desde o início dos treinos preparava a cabeça para esse momento, foi como se já tivesse passado por aquilo antes. No km 32 a coxa esquerda ameaçou endurecer, reduzi um pouco mais a velocidade e continuei correndo. Minha irmã Fernanda estaria logo a frente e quis me recuperar para passar correndo por ela. Estavam ela e a Carol(afilhada) e fizeram a maior festa com inclusive um pequeno cartaz "lindo, lindo, lindo". Foi lindo! Um domingo nublado, muita gente andando na pista, umas poucas pessoas incentivando os loucos que estavam há 4 horas correndo. Na minha fantasia imaginava a pista cercada de pessoas aplaudindo... em toda a orla do leblon a copacabana, excetuando a família, umas 5 ou 6 pessoas deram força. Na Francisco Otaviano estavam todos eles: Mamãe, Chris, Alice, João Pedro e Raimunda. Foi uma injeção extra de ânimo, na hora em que precisava. Consegui seguir correndo lento em copacabana, sentindo uma dor "desviada" leve a direita. Na esquina com a Princesa Isabel, Flávia e Leonel aguardavam a minha passagem, incentivadores da primeira hora. O Leonel fez questão de correr ao meu lado por um quilômetro, até o 39. Parte corremos, parte andamos. Minhas pernas ameaçavam o colapso total, ambas as coxas endureciam quando corria, quase em cãimbras, obrigando-me a andar esses últimos quilômetros. Corri alguns pequenos trechos e quase na chegada encontrei com o Alexandre. Quando faltavam pouco mais que 100 metros, dei uma disparada final e terminei num sprint violento, feliz e satisfeito, exultante de ter conseguido fazer o impossível.
Como dizia o Regudo, "a banana engoliu o macaco..."
A subida do elevado do Joá foi bem mais tranquila do que pensava. O km 22 ficava no início da subida e precisei encurtar a passada menos do que imaginava. Nessa hora meus olhos se encheram de lágrimas, foi o momento em que tive a sensação real que terminaria a prova. O visual depois do túnel associado a suave descida tornam esse trecho uma delícia!
Em São conrado já estava incomodado com os quadris. É curioso como nos longas em mim o que "chia" mais é o quadril e não o joelho. Um pouco antes da subida da Niemeier, uma grande surpresa: Wanda, Zé e Luli fazendo a maior algazarra com a minha passagem! Foi um ânimo extra para encarar aquela subida! Passei muitos que passaram a andar. Reduzi o ritmo, mas continuei correndo provavelmente a uns 7,5 km/h. A chegada no Leblon era muito esperada e temida. Desde o início dos treinos preparava a cabeça para esse momento, foi como se já tivesse passado por aquilo antes. No km 32 a coxa esquerda ameaçou endurecer, reduzi um pouco mais a velocidade e continuei correndo. Minha irmã Fernanda estaria logo a frente e quis me recuperar para passar correndo por ela. Estavam ela e a Carol(afilhada) e fizeram a maior festa com inclusive um pequeno cartaz "lindo, lindo, lindo". Foi lindo! Um domingo nublado, muita gente andando na pista, umas poucas pessoas incentivando os loucos que estavam há 4 horas correndo. Na minha fantasia imaginava a pista cercada de pessoas aplaudindo... em toda a orla do leblon a copacabana, excetuando a família, umas 5 ou 6 pessoas deram força. Na Francisco Otaviano estavam todos eles: Mamãe, Chris, Alice, João Pedro e Raimunda. Foi uma injeção extra de ânimo, na hora em que precisava. Consegui seguir correndo lento em copacabana, sentindo uma dor "desviada" leve a direita. Na esquina com a Princesa Isabel, Flávia e Leonel aguardavam a minha passagem, incentivadores da primeira hora. O Leonel fez questão de correr ao meu lado por um quilômetro, até o 39. Parte corremos, parte andamos. Minhas pernas ameaçavam o colapso total, ambas as coxas endureciam quando corria, quase em cãimbras, obrigando-me a andar esses últimos quilômetros. Corri alguns pequenos trechos e quase na chegada encontrei com o Alexandre. Quando faltavam pouco mais que 100 metros, dei uma disparada final e terminei num sprint violento, feliz e satisfeito, exultante de ter conseguido fazer o impossível.
Como dizia o Regudo, "a banana engoliu o macaco..."
sábado, 17 de julho de 2010
É amanhã
Chegou o dia. Há exatamente um ano fazia matrícula na academia. Amanhã faz um ano que acordei ainda escuro e sem pensar muito fui para musculação e esteira, 20 minutos bufando a 5,5km/h e quase morrendo quando tentei correr a uns 10km/h por quase um minuto. Desde aquele dia o sonho era conseguir saúde, perda de peso e completar a Maratona do Rio de 2010. Imaginava - antes de tentar correr pela primeira vez - que seria possível atingir a meta e ainda com o tempo em torno de quatro horas. Logo vi que completar os 42km era algo especial. Completar é o objetivo, o tempo é consequência do treinamento, da genética, da motivação do dia, de inúmeros fatores. De todo jeito, a alma da maratona é a jornada. Não vejo a hora de ir deitar, acordar e correr a prova, mas o prazer que tive para chegar até aqui foi inigualável!
Tudo está pronto, Número na camisa, chip no cadarço do pé esquerdo, tudo separado. Boa prova a todos!
domingo, 27 de junho de 2010
Entrando no ritmo - Os treinos para Maratona
O treino vai progredindo e vou muito gradativamente perdendo um pouco de peso e estabilizando. Em abril meu peso oscila em torno de 96kg. O treino se intensifica, mas o mais difícil de todos foi o primeiro longa. Depois o difícil é encaixar os treinos na minha rotina de cirurgião geral. Vez ou outra tenho que alterar dias e não fazer a natação por conta de compromisso profissional, mas não perdi nenhum dia de treino de corrida dos previstos na planilha. Em abril durante um congresso em Washington corri dois dias na esteira do hotel e fiz o longa no dia da chegada no Rio! Claro que o desempenho foi péssimo, mas não foi perdido. Nos tiros e longas o treino corria tranquilo. O sofrimento vinha sempre nos treinos de ritmo, um pouco mais rápido, distância média.
Logo no início criei uma agenda no google, maratonafirst@gmail.com e coloquei toda a planilha nela. O Flávio, a Teresa e a Flávia resolveram também segui-la. O entusiasmo em grupo só reforça a vontade de fazer tudo certinho. A lesão recente me fez fazer exatamente o recomendado, nem mais, nem menos. O 405 mostra a evolução ao longo do tempo, em termos da frequência cardíaca e da velocidade. http://connect.garmin.com/activity/29781385 e http://connect.garmin.com/activity/38208020 . É empolgante perceber a melhora e comprovar em números que ela está acontecendo de fato.
Em maio fui a um casamento de um primo em Belo Horizonte. O longa previsto era de 19km e aproveitei para dar uma volta na Pampulha ( 18300m). A temperatura, boa noite de sono, local diferente, tudo conspirou para um ótimo dia. Tem dias em que a gente acorda PARA correr. Foi uma corrida tranquila, solta, num ritmo médio em torno de 7 minutos por km.
Em junho duas viagens previstas: Miami na primeira semana e Porto Alegre na segunda. Em Miami fui junto com o Flávio numa viagem relâmpago - uma noite viajando, duas noites lá, outra noite viajando de volta. Acabamos optando por fazer o longa lá e não fazer o treino de ritmo - esse foi o único treino que não fiz de todos os previstos na planilha. O Longa era de 20km. Estávamos em Fort Lauderdale e resolvemos sair do hotel e seguir pela praia em direção norte até 10km e voltar. Foi dificílimo! O tempo estava muito quente, abafado, úmido, tive que fazer o último quilômetro andando pois a FC estava passando dos 174bpm! Acho que foi o conjunto de fatores: clima, noites mal dormidas da viagem, dia ruim.
Na semana seguinte viagem para Porto Alegre com longa previsto de 28km. Fiquei realmente tenso ante essa distância, a segunda maior do período de treino. Ficaria 3 noites lá e escolhi um hotel que tinha esteira e até uma raia de 25m para natação! Levei toda a traquitana de natação e de corrida. Na primeira manhã corrri na esteira do hotel. Na segunda nadei 2000 m, ansioso com o longa de 28km. Estudei vários trajetos no webrun e google maps e cheguei a conclusão que 0 melhor era ir andando até a beira do Guaíba e correr na direção sul, me guiando pelo garmin para atingir a distância desejada. Acabei indo até o bairo Tristeza, partindo do centro - quem conhece Porto Alegre sabe que é bem longe. Foi super tranquilo ( http://connect.garmin.com/activity/36579817 ), fiz com ritmo um pouco abaixo dos 7min por km.
De volta para o ritmo normal, sem viagens, aguardava o maior longa de todos: 32 km. Qual trajeto faria? Achava que deveria ser um percurso que mostrasse por si só a magnitude da distância. Quatro voltas na Lagoa mais 2km não refletiam o que vinha pela frente. De tanto verificar distâncias no webrun passei a ter um "feeling" das magnitudes dos trajetos. Após muito estudo de mapa resolvi: sairia de casa no Cosme Velho, de madrugada, descendo pela rua das Laranjeiras, Pinheiro Machado, Farani, Praia de Botafogo, Pasteur, Copacabana, Ipanema, Jardim de Alah, uma volta na Lagoa e retorno pelo mesmo caminho. Deu 32,5km em 3h47min, com 800m de caminhada no final pois a rua das Laranjeiras estava apinhada de gente às 09:45 da manhã e foi impossível terminar correndo ( http://connect.garmin.com/activity/38208020 ). Mais uma vez repeti o ritmo de um pouco menos que 7 min por km. As pernas ficaram meio bambas, mas deu para cumprir tudo sem pensar em parar. Foi bom para ter a dimensão de como vai ser a superação de correr mais 10km no dia 18/07.
sábado, 26 de junho de 2010
Começa o treino
No dia 15 de março comecei "oficialmente"a treinar para a maratona do Rio. Já tinha me inscrito em Fevereiro, num ato que misturava ousadia/rebeldia/insanidade e uma vez inscrito, resolvi pelo menos tentar me preparar. A prova dos 10km do outono me ensinara que se eu quisesse de fato completar a maratona teria que ser no meu ritmo ( lento ). A planilha F.I.R.S.T. para a primeira maratona era baseada nos ensinamentos do livro "Run less, run faster" que eu havia lido alguns meses antes. Resumindo, 3 dias de corrida mais dois de treino alternativo - no meu caso natação. Cada dia de treino com um objetivo específico: aumentar o consumo de oxigênio, aumentar o limiar de lactato e aumentar a resistência. terça/quinta/sábado, Tiros, Treino de ritmo e longão, natação quarta e sexta, assim é a semana típica de treinamento.
Resolvo que serão dois dias de esteira e um de rua, quase sempre na Lagoa. Na esteira é mais fácil controlar a velocidade dos tiros e dos treinos de ritmo, fundamentais no método First. No primeiro longa fico beirando a exaustão, numa cadência próxima de 8 minutos por km (7,5-7,6 km/h). No segundo já estava com o GPS (forerunner 405) trazido pelo Flávio, amigo corredor e incentivador da primeira hora e passei a registrar todos os longões (o segundo de 14,5km http://connect.garmin.com/activity/29781385 ).
10 Quilômetros
Durante o mês de fevereiro/2010 levei a sério o sistema 3dias de corrida mais 2 de natação. A sensação de melhorar, de conseguir correr por um tempo maior, dava um poderoso sentimento de controle sobre a a própria vida. O esforço dava resultado.Corri 9 km em pouco mais de uma hora em duas oportunidades e 10 km em pouco mais que isso em outras, antes de correr a prova da Adidas do outono. Minha meta era desde o início a maratona do Rio em Julho. Já tinha feito as contas com a planilha de 18 semanas do F.I.R.S.T para a primeira maratona e teria que começar o treinamento na terceira semana de março com o primeiro longão de 13 km. Resolvei que se conseguisse completar os 10 k em menos de 1h10min iria treinar para a maratona.
Chegou a prova.Sete de Março, domingo 8:00 da manhã. Confusão para achar o meu chip, mas no final, tudo certo. Largo com dois amigos que já correm. Não queria que isso acontecesse, mas não deu para evitar. Depois de 3 km percebo que estou com "dor desviada" a esquerda e exausto, com frequência em torno de 170bpm. Aparentemente estava bem, mas forçava o meu próprio ritmo para acompanhá-los, até a minha exaustão. Tive que reduzir drásticamente a velocidade, para uns 8 min por km ( estava antes a uns 6:40min por km) pois senão não iria completar a prova. Após uns km consegui recuperar e terminei com 1h12min. Dois dias depois faço na esteira os 10 k em 1h e 8min. Com isso tomei coragem e iniciei o treinamento para a maratona.
Essa prova me mostrou como é importante o autoconhecimento para a expansão dos próprios limites. Por mais que seja visto por muitos como de uma certa forma coletivo, vejo a corrida como um esporte absolutamente individual. O coletivo é o partilhamento do prazer de correr, sentir-se bem, alcançar metas, buscar ideais, que advem da corrida individual.
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